Ao oferecer serviços clínicos, como exames rápidos e vacinação, sua farmácia contribui para o diagnóstico precoce e para o acesso à saúde entre a população. Mas, com isso, surge também uma nova responsabilidade: como agir quando exames rápidos positivos são apresentados?
Esse momento pode ser sensível para o paciente e desafiador para o farmacêutico. Por isso, é essencial saber como acolher, orientar e encaminhar corretamente, com segurança e empatia.
Neste artigo, você vai entender quais atitudes tomar diante de um exame rápido positivo, como comunicar os resultados com cuidado e como garantir que o paciente siga bem assistido, mesmo fora da farmácia.
O papel da farmácia no diagnóstico precoce e no cuidado inicial
Muitas vezes, a farmácia é o primeiro lugar que o paciente procura quando sente algum sintoma, como uma febre repentina, uma dor incômoda ou uma dúvida sobre a saúde.
Por isso, os exames rápidos têm um papel fundamental: ajudar a detectar problemas de forma precoce e facilitar o caminho até o tratamento adequado.
Quando o teste dá positivo ou apresenta alguma alteração, a conduta precisa ser mais cuidadosa. É aí que entra o papel estratégico do farmacêutico: acolher, explicar o que o resultado significa e indicar os próximos passos.
O que diz a legislação sobre esse tipo de atendimento
A norma que rege os serviços farmacêuticos no Brasil, a RDC 786/23, traz diretrizes claras sobre o que deve ser feito após exames rápidos positivos. Entre os principais pontos estão:
- Entrega do laudo e declaração do serviço prestado (esses documentos podem ser unificados);
- Orientação clara sobre o resultado: sem diagnóstico, mas com explicações acessíveis;
- Encaminhamento do paciente para a rede de saúde, sempre que necessário;
- Confidencialidade garantida durante todo o processo;
- Cuidados com limpeza e segurança do ambiente após o atendimento.
Ou seja, o atendimento não termina com o resultado: começa ali uma nova etapa de cuidado.
Quais exames rápidos exigem mais atenção?
Alguns exames apresentam maior frequência de resultados alterados no ambiente farmacêutico, seja por alta demanda, sazonalidade ou pelo perfil da população atendida.
Veja alguns exemplos comuns na rotina da farmácia:
- Doenças respiratórias: como Covid-19 e Influenza, especialmente em períodos sazonais.
- Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs): exames de HIV, sífilis e hepatites exigem alto preparo emocional para o acolhimento.
- Parâmetros Metabólicos: glicemia e colesterol alterados, que indicam doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
O que fazer quando o exame rápido dá positivo?
Quando um exame rápido apresenta resultado positivo ou alterado, o papel do farmacêutico vai além da execução técnica do teste.
A forma como esse resultado é comunicado e os próximos passos são definidos influencia diretamente na confiança do paciente e na continuidade do cuidado.
Para isso, algumas boas práticas devem ser seguidas:
- Acolha com empatia: evite usar expressões que assustem ou gerem ansiedade. Explique com calma, use uma linguagem simples e esteja disponível para tirar dúvidas. Esse momento pode ser delicado.
- Registre tudo corretamente: documente o resultado, a conversa com o paciente e qualquer encaminhamento feito. Isso garante segurança para a farmácia e para o profissional, além de ajudar a manter a qualidade do serviço.
- Oriente os próximos passos: se o resultado exigir investigação médica, encaminhe o paciente para a rede de saúde com orientações claras. Explique que o exame rápido é uma triagem e que ele deve procurar um médico para confirmação e tratamento, se necessário.
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FAQ – Dúvidas comuns sobre exames rápidos positivos na farmácia
1. Posso dizer ao paciente que ele tem uma doença com base no exame?
Não. O papel do farmacêutico é orientar. O diagnóstico é responsabilidade médica. O que você pode fazer é explicar o que o resultado indica e sugerir que ele busque avaliação médica.
2. Tenho que entregar algum documento ao paciente?
Sim. A Declaração de Serviço Farmacêutico e o laudo do exame são obrigatórios. Eles podem ser entregues em um único documento.
3. E se o paciente se recusar a ir ao médico?
Registre essa informação no prontuário, oriente da melhor forma possível e respeite a decisão. O importante é ter feito sua parte com responsabilidade.
4. Preciso fazer a limpeza da sala depois do exame?
Sim, especialmente quando houver coleta de fluídos. A biossegurança é essencial para proteger todos os envolvidos.




