Gestão de riscos nos EAC: atue com segurança e dentro das normas

Oferecer exames laboratoriais rápidos na farmácia, com tecnologia point-of-care, é um diferencial poderoso para atrair e fidelizar pacientes.

Mas junto com essa oportunidade vem uma responsabilidade importante: garantir a gestão de riscos nos EAC – Exames de Análises Clínicas – com segurança, qualidade e dentro da regulamentação vigente.

Neste artigo, você vai entender o que a legislação exige, quais riscos precisam ser monitorados e como agir em caso de incidentes. Tudo para que você possa oferecer serviços clínicos com confiança e profissionalismo, fortalecendo sua farmácia como um ponto de cuidado em saúde.

O que diz a legislação sobre os EAC na farmácia

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 978/2025 da Anvisa é o mais recente marco regulatório para farmácias que oferecem Exames de Análises Clínicas (EAC).

Ela reafirma pontos centrais da regulamentação anterior (RDC 786/2023), traz diretrizes atualizadas para os serviços, esclarece pontos que antes geravam dúvidas e aprofunda orientações essenciais para a criação e padronização de processos.

Um dos postos-chave das normas é o gerenciamento de incidentes relacionados às tecnologias utilizadas nos exames. Ou seja, você precisa estar preparado para identificar, reportar e corrigir qualquer falha que possa comprometer a qualidade ou a segurança do atendimento.

O que é gestão de riscos nos EAC?

A gestão de riscos nos EAC consiste em identificar, analisar e controlar possíveis falhas nos processos, equipamentos e condutas clínicas envolvidas nos exames realizados na farmácia.

Esse processo começa antes mesmo de o exame ser feito: desde a escolha dos equipamentos point-of-care e o treinamento da equipe, até o monitoramento contínuo das práticas e a implantação de ações corretivas quando necessário.

Ferramentas como o ciclo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir) e a análise de causa raiz são amplamente utilizadas para garantir a melhoria contínua e o controle de falhas.

Quais são os incidentes mais comuns?

Na rotina de uma farmácia, alguns erros podem parecer pequenos, mas têm potencial de comprometer o serviço. Entre os incidentes mais comuns, estão:

  • Coleta ou identificação incorreta do paciente;
  • Equipamento com falha ou mau funcionamento;
  • Interpretação errada do resultado do exame;
  • Erros no registro ou arquivamento dos dados;
  • Armazenamento inadequado da amostra coletada.

Mesmo quando esses eventos não causam danos imediatos ao paciente, eles precisam ser monitorados, documentados e, quando necessário, reportados.

Quando e como reportar um incidente

A notificação de incidentes deve ser feita sempre que houver:

  • Risco à segurança do paciente;
  • Falhas técnicas em equipamentos;
  • Resultados suspeitos ou comprometidos;
  • Problemas que possam comprometer a eficácia do exame.

O reporte deve ser feito o mais rápido possível para a Vigilância Sanitária local e, em alguns casos, também ao sistema VigiMed da Anvisa. O documento deve conter:

  • Dados do paciente (com sigilo garantido);
  • Descrição detalhada do que ocorreu;
  • Data, local e profissional envolvido;
  • Equipamento ou insumo utilizado;
  • Ações adotadas imediatamente após o evento.

O que fazer depois de reportar

Reportar o incidente é apenas o primeiro passo. Depois disso, é hora de analisar o que causou a falha, revisar os protocolos internos e capacitar a equipe para que o erro não se repita.

A sua farmácia precisa manter um registro atualizado de todos os incidentes e garantir que as medidas de correção sejam aplicadas de forma eficaz. Essa prática é essencial para manter a segurança do serviço e evitar novas ocorrências.

Como a Clinicarx te apoia na gestão de riscos nos EACs

Parte do HUB Interplayers, a Clinicarx oferece um ecossistema completo para que você implemente e mantenha seus serviços de EAC com total segurança, respaldo legal e eficiência operacional.

Veja o que você encontra na plataforma:

  • Mais de 45 exames rápidos padronizados, com emissão automática de laudos;
  • Integração total com o prontuário eletrônico do paciente;
  • Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) com protocolos auditáveis;
  • Fornecedores de diagnóstico homologados e supervisão por laboratório tipo III;
  • Treinamento e certificação da equipe farmacêutica;
  • Agendamento online, marketplace e suporte especializado.

Além disso, você pode contar com consultoria especializada para garantir que sua farmácia esteja sempre em conformidade com a legislação e preparada para lidar com qualquer desafio técnico ou operacional.

Quer oferecer exames com segurança, conformidade e qualidade?

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